sábado, 16 de dezembro de 2017

Uma Porta de Esperança em Marrocos


Nos últimos dois anos, os cristãos marroquinos tomaram várias medidas para sair da clandestinidade. Uma das mais poderosas foi a conferência realizada em novembro sobre as religiões minoritárias e os direitos humanos, de onde veio uma declaração para buscar conjuntamente que o Reino de Marrocos avance na questão da liberdade religiosa.
Até agora, os cristãos tiveram que viver em segredo quase absoluto. Eles não são reconhecidos na lei e a conversão do islamismo para outra religião é proibida. Isso significou que essa minoria viveu sempre em reclusão. A prática religiosa cristã é permitida, no entanto, para estrangeiros, mas também com restrições à disseminação de materiais ou reuniões em espaços públicos.
UMA PORTA DE ESPERANÇA
Essa situação começou a mudar há dois anos. Alguns cristãos marroquinos viram a oportunidade de sair à luz graças às palavras do rei de Marrocos, Mohammed VI, que em uma entrevista disse que era "o rei de todos os marroquinos, de todas as religiões".
Logo depois, um fórum sobre minorias religiosas no mundo islâmico foi organizado em Marraquexe, atendido pelo Ministério dos Assuntos Islâmicos, que também foi uma oportunidade para abordar a situação dos cristãos em Marrocos. A reunião apresentou uma série de recomendações que incluíam o respeito pelos direitos das minorias religiosas no Reino.
O rei Mohammed VI comprometeu-se a garantir a liberdade de culto "aos cristãos, a todas as comunidades e igrejas que residem legalmente em Marrocos", bem como a "marroquinos da fé judaica".
Desde então, os cristãos marroquinos começaram a sair do esconderijo. Através de uma organização, o Coordenação Nacional de Cristãos Marroquinos, apresentaram uma série de demandas ao Governo de Marrocos, incluindo a possibilidade de colocar nomes de cristãos para seus filhos, a liberdade de não receber a educação islâmica na escola, a possibilidade de ter seus próprios cemitérios, poder celebrar casamentos cristãos, ou poder se encontrar livremente nas igrejas. Essas reivindicações permanecem na mesa do Governo sem que haja, no entanto, qualquer resposta oficial.
À ESPERA
É por isso que os cristãos preferem, este ano, não fazer qualquer pedido ou demanda pública na celebração do Natal. Para "não criar cismas" na sociedade, Mustafa Susi, porta-voz dos cristãos, explicou a Efe.
Assim, as celebrações de Natal terão lugar de forma privada, sem publicidade ou cobertura de jornalistas, algo que foi promovido nos dois anos anteriores. "Nosso princípio é que, se nossas demandas são criar cismas, teremos que esperar; A segurança do Estado está acima de tudo", disse Susi.
Fonte: Gaceta Cristiana

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