Os
cristãos sofreram muito tempo com perseguições e mortes no território reclamado
pelo Estado Islâmico (EI) como seu “califado”. Entre 2011 e 2017, em diferentes
pontos do Iraque e da Síria, igrejas foram destruídas e queimadas, com muito
sangue sendo derramado em nome das ordens do Alcorão para eliminar os
“infiéis”.
A
região das planícies do Nínive, no sul do Iraque celebrou na semana passada a
reabertura da primeira igreja desde que os jihadistas foram expulsos da região.
Para eles, é um símbolo de esperança e vitória.
“O
EI queria eliminar a presença cristã aqui, mas eles se foram e os cristãos
estão de volta”, comemora o arcebispo Bashar Matti Warda, de Erbil, no
Curdistão. Ele conduziu a cerimônia que reconsagração da Igreja caldéia de
Saint George, em Telleskuf.
Como
a maioria dos outros templos cristãos na região, a igreja foi “seriamente danificada,
saqueada e profanada”.
No
mês passado, o califado do EI foi declarado extinto, após perderam suas
posições no Iraque e na Síria. Mesmo assim, os cristãos da região empobrecida
ainda lutam para reconstruir suas vidas e suas casas.
Além
de ONGs cristã, o governo da Hungria vem desempenhando um papel importante no
financiamento dos reparos da igreja, fato lembrado por Warda.
“Estou
emocionado com o fato de que nossa igreja não foi apenas reaberta, mas
tornou-se mais linda e gloriosa do que antes. É assim que a Providência de Deus
funciona”, declarou o arcebispo. Ele também mandou um recado aos líderes
mundiais, já que a ONU não tem feito esforços para ajuda-los.
“Somos
perseguidos, marginalizados e passamos necessidade”, disse Warda sobre os
cristãos. “Vocês não precisam nos ajudar porque somos cristãos, mas porque
somos perseguidos e fomos deixados para trás”.
A
cidade de Telleskuf tinha cerca de 1.500 famílias cristãs antes do EI invadir a
região em 2014, expulsando todos os não muçulmanos. Cerca de dois terços da
população retornou após a derrota do EI, mas os cristãos esperavam que a igreja
voltasse a funcionar normalmente. Porém, ela precisou de uma ampla reforma.
Agora,
os cristãos da região procuram ajudar para reformar duas outras igrejas na
região, uma católica siríaca e uma ortodoxa.
Abu
Mahdi al-Muhandis, comandante da milícia Hashed al-Shaabi, tem dito que, apesar
da derrota do EI, alguns membros do grupo terrorista ainda andam pela região e
podem realizar ataques mortais.
Fonte: Gospel
Prime

Nenhum comentário:
Postar um comentário