O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que a
convivência pacífica de diferentes grupos religiosos no Oriente Médio é um dos
objetivos da Rússia na região. Ele falou na terceira reunião da cúpula de
Diálogos Mediterrâneos em Roma, nos dias 1 e 2 de dezembro. No encontro, os
participantes discutiram as três principais questões da região: migração,
terrorismo e desenvolvimento.
O
ministro deu atenção especial ao futuro dos cristãos e disse que as minorias
cristãs são as que mais sofreram com a violência e o êxodo. “O futuro dos
cristãos no Oriente Médio é muito importante”, afirmou. Ao mesmo tempo, o
presidente russo, Vladimir Putin, disse ao Conselho de Bispos de Moscou que
espera que a igreja ortodoxa russa exerça um papel fundamental em ajudar a
população da Síria a reconstruir sua nação.
A
ajuda da comunidade internacional tem sido lenta, forçando ONGs e igrejas a
intervir. Três grandes igrejas do Iraque, por exemplo, formaram um comitê para
trabalhar juntas. Um líder cristão que ajuda a cuidar de refugiados sírios,
inclusive muitos cristãos, disse que a mídia do Ocidente não entende o que está
acontecendo na Síria e no Iraque. “Se nós permitirmos que a Síria desmorone,
como alguns estrangeiros não se importariam, isso repercutiria em toda a região
de modo muito negativo”, disse Lavrov. O ministro afirmou ainda que a Síria
protege os cristãos e outras minorias, mas os países do Ocidente precisam
discutir um programa de paz para o Oriente Médio.
O
vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, se prepara para visitar o
Oriente Médio no fim desse mês. Em outubro ele anunciou que o Departamento de
Estado norte-americano favoreceria grupos religiosos. Disse também que
favoreceria a Agência para Desenvolvimento Internacional a ajudar os cristãos
perseguidos e outras minorias.
Um
relatório sobre o movimento dos cristãos no Oriente Médio, publicado em junho,
estima que de 50 a 80% da população cristã do Iraque e Síria fugiram desde o
começo da guerra civil em 2011, sendo que muitos deles não desejam retornar.
Embora alguns tenham começado a voltar para suas casas, as ameaças continuam.
Há falta de segurança e o custo para reconstruir é alto. Além disso, no Iraque
há a tensão entre os governos iraquiano e curdo, o que pode tirar ainda mais
cristãos da região.
Fonte: Ministério Portas Abertas

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