Na
Nigéria, as autoridades militares afirmam ter detido mais de 400 pessoas
associadas ao grupo extremista Boko Haram, que estavam escondidas em ilhas do
Lago Chade. Entre os detidos, segundo os militares nigerianos, estão
combatentes, mulheres e crianças.
As
detenções são resultado de uma operação de duas semanas e representam o maior
número de prisões realizadas no norte da Nigéria, informou o coronel Onyema
Nwachuku. O militar acrescentou que vários insurgentes foram mortos, mas não
avançou detalhes.
Entre
os detidos na operação estão 167 combatentes, 67 mulheres e 173 crianças. As
mulheres e crianças serão entregues às autoridades de campos de deslocados
depois de investigações, de acordo com o exército.
Outros
57 insurgentes foram também detidos durante uma operação que ocorreu
paralelamente naquela região.
Insurgência
O
grupo Boko Haram é responsável por mais de 20 mil mortos durante oito anos de
insurgência, que tem afetado também os países vizinhos e criado uma crise
humanitária de fome e de milhões de deslocados.
Grupos
de defesa dos direitos humanos têm alertado para o grande número de mulheres e
crianças que têm sido presas na guerra contra o extremismo do Boko Haram,
dizendo que a maioria delas foram detidas arbitrariamente.
No
início desta semana, dezenas de governadores da Nigéria aprovaram a
transferência de 1.000 milhões de dólares para ajudar a luta do Governo Federal
contra o Boko Haram.
Num
esforço para aliviar as prisões superlotadas, o Governo da Nigéria iniciou em
outubro o julgamento de mais de 1.600 membros suspeitos de colaborar com o Boko
Haram. As audiências ocorreram a portas fechadas num quartel militar. Foi o
maior julgamento em massa na história do grupo extremista islâmico.
Fonte: Deutsche
Welle

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