No
último dia 15, o mundo inteiro relembrou a guerra na Síria, que já
dura 6 anos. Hoje, dia 20, é a vez do Iraque, país que há 14 anos
convive com explosões, ataques, violência e mortes. Nesse cenário,
há cristãos que acreditam que ainda vale a pena permanecer para
pregar as boas novas de Cristo. Milhares de famílias foram expulsas
de suas comunidades e obrigadas a viver deslocadas em seu próprio
país. Há muito trabalho para se fazer no Iraque. Há pessoas
feridas, tanto física quanto emocionalmente. E, nessa dor, muitos
abrem o coração para deixar o amor de Cristo entrar.
Não
há somente casas e construções danificadas, há almas feridas e
pessoas desesperadas que perderam tudo, desde os bens materiais até
a própria dignidade. A boa notícia é que agora nem todas as
cidades estão ocupadas pelo Estado Islâmico, muitas já foram
retomadas pelo governo iraquiano, com a colaboração internacional.
Há muitas ruas vazias e silenciosas e alguns cristãos já
consideram a possibilidade de voltar para suas casas. A cidade de
Batnaya ainda enfrenta grandes combates, mas Tesqopa, por exemplo,
não apresenta mais sinais de guerra. Algumas famílias cristãs,
inclusive, já voltaram para lá. “Veja, dias melhores chegaram,
estamos muito felizes, pois retornamos ao nosso lar”, comemora uma
cristã.
Em
2003, quando a guerra começou, havia mais de um milhão de cristãos
vivendo no Iraque, hoje em dia, estima-se que esse número não
ultrapasse 230 mil. Muitos deles permaneceram no país, mesmo sob
péssimas condições, por escolha própria. “Às vezes, as pessoas
me perguntam: 'por que você não vai embora? Mas a resposta é
simples: ‘O Iraque é meu lar e eu não vou abandoná-lo’. As
pessoas precisam saber que nós não somos visitantes aqui, essa é a
nossa terra, nossos antepassados construíram este país, então que
eles nos tratem com mais respeito”, diz firmemente uma jovem
cristã. Há muitos jovens provando que os cristãos perseguidos são
capazes de honrar o nome de Cristo com suas decisões e capacidade de
enfrentamento.
Fonte: Ministério Portas Abertas

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