segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Quase 80% dos Brasileiros Rejeitam Banheiro Para Transgêneros em Escolas


A instalação de banheiros unissex para atender alunos que se identificam como transgêneros em instituições como a PUC-SP e a Universidade Federal do Tocantins gerou controvérsia e deixou a impressão de que a população está dividida quanto ao assunto. Mas um levantamento do Paraná Pesquisas, feito com exclusividade para a Gazeta do Povo, mostra o contrário: praticamente oito em cada dez brasileiros é contra a instalação de banheiros unissex para atender as demandas de estudantes transexuais em escolas. 

A pergunta feita pelo instituto foi a seguinte: “Escolas e universidades devem oferecer banheiros Unissex para se adequar a alunos transexuais?”.

Dos entrevistados, 78,5% se disseram contra a instalação dos banheiros, contra 16,7% que são a favor e 4,8% que não opinaram.

Em todos os estratos sociais e regiões do país, a ideia é amplamente rejeitada.

A discordância é maior entre os homens (82,6%) do que entre as mulheres (74,8%). 

Na divisão por faixas etárias, o grupo com 60 anos ou mais se mostrou mais favorável à política do que qualquer outro: foram 19,4% de apoio à medida, contra 15,3% na faixa dos 25 aos 34 anos – a que menos demonstrou apoio. 

A rejeição aos banheiros unissex sobe conforme a escolaridade aumenta. Entre os que têm ensino superior, o “não” teve 82%, antes 75,4% dos que têm ensino fundamental e 79,7% dos que fizeram o ensino médio. 

O maior apoio à política está na região sul (20%). No Nordeste, o percentual foi de apenas 13,3%. No Sudeste, de 18,6%, e no Norte e no Centro-Oeste, de 14,3%.

O levantamento ouviu 2.365 pessoas em todas as unidades da federação, entre os dias 11 e 16 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Polícia Faz Operação Para Combater Pedofilia em 24 Estados e no DF


A Polícia Civil faz uma operação na manhã desta sexta-feira (20) para combater a pedofilia em 24 estados e no Distrito Federal. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão subordinado ao Ministério da Justiça, fez parceria com a Polícia Civil dos estados. De acordo com o Ministério da Justiça, 108 pessoas foram presas em flagrante até as 14h30.
A operação Luz da Infância conta com 1.100 policiais e tem mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva. Não havia previsão de mandados de prisão, mas os presos foram detidos em flagrante com material pornográfico infantil em quatro estados e no Distrito Federal. Só em São Paulo, são 37 mandados de busca e apreensão na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado. O foco da operação é o compartilhamento de fotos pela internet.
Os alvos foram identificados por meio de um trabalho de cooperação entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE). A investigação durou seis meses e foi coordenada pela Diretoria de Inteligência (DINT).
Ao menos 24 homens foram presos em São Paulo. Cinco só na capital e Grande SP: um em São Bernardo do Campo, dois na Zona Norte da capital paulista e dois na Zona Sul. Eles foram presos em flagrante e levados para a sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também tiveram os computadores apreendidos. Não há um perfil único entre os presos, há desde idosos e jovens. Na casa de um dos presos, que fala mais de um idioma, foram encontradas "milhares" de fotos, segundo a polícia.
Em Itapetininga, um policial aposentado de 76 anos foi preso. De acordo com a Polícia Civil, foi encontrado material de conteúdo pornográfico infantil na casa do suspeito. Em São Paulo, os mandados são cumpridos também em Santo André, Osasco, Carapicuíba, Campinas, Jundiaí, Catanduva e Praia Grande.
No Distrito Federal, ocorreram ao menos cinco prisões. Em Minas Gerais, a Polícia Civil cumpre 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Guaxupé, Itabira, Boa Esperança, Sete Lagoas, Juiz de Fora, Uberlândia e Ipatinga. Três pessoas foram presas em flagrante na capital mineira.
No Rio Grande do Sul, oito homens foram presos em flagrante. Também foram apreendidos celulares e computadores, além de armas, na cidade de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Dois homens foram presos em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e outros dois em Santa Maria, na Região Central do estado. Outros quatro homens foram detidos em Alvorada, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Lagoa Vermelha.
No Rio de Janeiro, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. A ação acontece, principalmente, na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, na região metropolitana. Duas pessoas foram presas e encaminhadas à Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (Dcav).
No Mato Grosso do Sul, dois homens foram detidos em Campo Grande - um deles foi preso em flagrante com material pornográfico, drogas e armas. Em Goiás, são cumpridos pelo menos 13 mandados de busca e apreensão, e cinco homens foram presos na manhã desta sexta. De acordo com a polícia, um dos suspeitos confessou que baixava conteúdo pornográfico da internet e o vendia em pendrive.
Suspeitos também foram presos na Paraíba e no Maranhão.
O conteúdo dos computadores está sendo analisado e, caso se confirme a presença de imagens alusivas a menores de idade em situação de pornografia, os donos dos aparelhos serão autuados em flagrante pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Conforme o artigo 241-B do ECA, é considerado crime o ato de "oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente". A pena prevista é de reclusão de três a seis anos e multa.
 Fonte: Portal G1

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Pesquisa Mostra Rejeição dos Brasileiros à Ideologia de Gênero nas Escolas


Oitenta e sete por cento dos brasileiros são contra o ensino da ideologia de gênero em sala de aula, de acordo com um levantamento feito pelo Paraná Pesquisas com exclusividade para a Gazeta do Povo
A pergunta feita foi esta: "A teoria de que uma pessoa pode escolher o próprio gênero deve fazer  parte do currículo escolar? "  
Dos entrevistados, 87% responderam negativamente, 8,6% responderam positivamente e 4,4%  não opinaram.
Pesquisa

Ao todo, 2.365 pessoas, de todas as unidades da federação, foram ouvidas entre 11 e 16 de outubro.  A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Consideradas todas os sub-grupos (sexo, idade, nível educacional, região e situação econômica), o apoio à ideologia de gênero nunca ultrapassa os 11,4%. Curiosamente, o grupo com maior apoio ao ensino do tema é o dos com 60 anos ou mais. 
Entre os jovens de 16 a 24 anos, o não obteve 85,9% das respostas. A maior rejeição ficou no grupo de 35 a 44 anos (91,3%). 
A rejeição à ideologia de gênero também cresce conforme a escolaridade aumenta: 83,7% entre os que têm nível fundamental, 88,6% no grupo que tem ensino médio e 90% entre as pessoas com nível superior. 
Na divisão por regiões, o maior apoio à ideologia de gênero está no Sudeste (10%). O menor, no Nordeste (6,7%). No Sul, o apoio é de 9,4% e, no norte e no Centro-Oeste, que contam como uma região única para os efeitos da pesquisa, é de 7%.
Fonte: Gazeta do Povo

Estado Islâmico é Derrotado em Raqqa, a Sua “Capital”


Depois de meses de intensos combates, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi derrotado por milícias apoiadas pelos Estados Unidos em Raqqa, cidade síria que, até então, era considerada a “capital” do califado estabelecido pelos terroristas. A informação foi divulgada há pouco pela agência Reuters.
De acordo com oficiais das Forças Democráticas da Síria, uma declaração formal de vitória será feita em breve, assim que os combatentes (uma força formada por curdos e árabes) finalizarem a remoção de minas terrestres e desestabilizarem possíveis células dos terroristas que ainda estejam em atividade na cidade.
Essa derrota é uma das mais importantes na luta contra o grupo, uma vez que a cidade síria abrigava oficiais do alto escalão do EI e vinha funcionando nos moldes estabelecidos pelo grupo e seus preceitos fundamentalistas.
É, ainda, mais um sinal da sua crescente fragilidade: o EI vem perdendo grandes porções de território que foram conquistadas nos últimos anos e já foi expulso de outras cidades relevantes, como Mosul, no Iraque.
Agora, estima-se que o grupo ainda esteja no controle de vilarejos na região de Deir al-Zor, que fica às margens do rio Eufrates.

Fonte: Revista Exame

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Uma Análise da Lei de Migração


Por Vinícius Gralato Jr.

A aprovação pelo Senado Federal da denominada Lei de Migração (Projeto de Lei do Senado, nº 288/2013 - Substitutivo da Câmara nº 7/2016) iniciou uma polêmica nas redes sociais e nas ruas sobre o que a eventual e esperada promulgação pelo presidente da república poderia acarretar para o país como um todo. Não obstante o veto de 30 artigos e a promulgação da Lei 13.445/2017, os proponentes da lei ainda tentam medidas administrativas para derrubar o veto presidencial.

Mas, para além das polêmicas que geralmente são fomentadas por sites sensacionalistas e por mídias costumeiramente envolvidas em noticiar fatos de modo a beneficiar determinadas matrizes políticas, a aprovação da Lei é motivo de alarme ou não? Entendemos que sim, e as razões seguirão expostas abaixo.

Primeiramente, cumpre destacar que justamente a aprovação deste projeto de Lei se deu sem qualquer tipo de alarde ou discussão. Pelo contrário, o único mecanismo disponível de consulta popular no caso, uma pequena pesquisa no site do Senado Federal sobre a aprovação popular a este projeto resultou em uma expressiva votação pela rejeição do mesmo, o que foi solenemente ignorado pelos senadores.

Em segundo lugar, do ponto de vista jurídico, o projeto de lei, de fato, possui alguns graves equívocos, os quais têm sido tratados de forma bem específica e pontuada por diversas pessoas, quer sejam do meio jurídico ou não. Porém, dois pontos merecem absoluto destaque: 1) O estabelecimento principiológico do pleno acesso dos imigrantes a todos os direitos do welfare state, ou seja, os imigrantes poderão fazer uso de todos os (já terríveis e sucateados) serviços públicos que temos aqui; 2) A completa ausência da questão da Soberania Nacional na Lei, como se o tema não fosse relacionado a segurança pública nacional, interpretando de forma oposta à legislação anterior (como se necessariamente o Estatuto do Estrangeiro fosse ruim por ter sido decretado no período do Regime Militar). 

Todavia, o objetivo deste artigo não é “chover no molhado”, e explicitar estes equívocos, artigo por artigo, parágrafo por parágrafo, inciso por inciso. Em que pese este breve ensaio ser elaborado por um advogado, o enfoque não é primariamente jurídico, mas sim teológico. Trata-se de um ensaio escrito por um cristão que é jurista, não por um jurista cristão.

Neste diapasão, necessitamos adotar a Bíblia como nosso ponto de partida para análise não somente desta indigitada Lei de Migração, como também para qualquer outra lei. Precisamos, como cristãos de orientação reformada, compreender que a Palavra de Deus possui aplicação para todas as áreas da vida, inclusive para legislação sobre questões migratórias. 

Este tema, embora novo no Brasil, é discutido há muito tempo nos Estados Unidos exatamente sobre o viés bíblico. Malgrado os EUA hoje em dia estejam bastante distantes de uma nação verdadeiramente cristã, houve um tempo em que suas leis refletiam, ou procuravam refletir o que a Bíblia prescrevia.

Voltando aos dois pontos centrais apontados como equivocados da Lei de Migração, o primeiro, o livre acesso aos serviços públicos.

Da forma como proposta, a Lei tem um viés absolutamente humanitário (o que é bom, mas infelizmente não é o único prisma sob o qual a lei deve ser analisada). Ou seja, a Lei pretende acolher o máximo de imigrantes possíveis, mormente aqueles em situação de vulnerabilidade, refugiados, vítimas de tráficos de pessoas, etc.

Este fato foi bastante celebrado por entidades de Direitos Humanos e associações de juristas cristãos, afinal de contas não servimos ao Deus que “faz justiça ao órfão e a viúva e ama o estrangeiro” (Dt 10.18)? Que “guarda os estrangeiros, sustém o órfão e a viúva” (Sl 146.9)?

Não é sem razão que os estrangeiros são contados na Palavra de Deus juntamente com os órfãos e as viúvas como um grupo absolutamente carente, necessitado de auxílio. Trazendo para a linguagem de nossos dias, os estrangeiros seriam uma “minoria” (e nesse ponto convém destacar como a esquerda política termina por prejudicar mais do que auxiliar estes grupos: quando todos são minoria, nenhum é minoria).

Em que pese nós brasileiros sermos um povo notadamente sem memória, creio que ainda esteja na mente de todos a chocante imagem do menino refugiado, morto afogado em uma praia. Logo, é mais do que evidente a necessidade de socorro dos estrangeiros imigrantes. Entretanto, seria isto o suficiente para promover uma alteração na lei? O fato das Escrituras demonstrar que Deus tem uma preocupação com os estrangeiros como um grupo carente de socorro é suficiente para apoiarmos esta alteração na lei de imigração?

Entendemos que não.

A uma porque a alteração da lei, da forma como proposta traz consigo um nocivo viés revolucionário. Como já dito acima, a lei anterior, que têm servido bem ao longo de seus 37 anos de vigência, é hoje vista como “ruim” e “inadequada” muito em função de ter sido decretada no período ditatorial vivido no Brasil, além de tratar mais da questão da Soberania Nacional. O espírito revolucionário vê aquilo que é velho necessariamente como ruim e o novo como bom de modo a sempre estar destruindo e tentando inutilmente reconstruir.  

Guillaume Groen van Pristerer, político e historiador holandês que viveu no século XIX, lutou com todas as suas forças contra este espírito, tendo publicado dentre outras obras (infelizmente nenhuma ainda foi traduzida para o português) um livro chamado Christian Political Action in a Age of Revolution (Ação Política Cristã em uma Era de Revolução). O editor, no prefácio dessa obra, sintetizando parte do pensamento do autor, declara: “É da reforma e não da revolução que as nações têm necessidade. A Reforma preserva e constrói, ciranda e colhe, enquanto a revolução esmaga e destrói, elimina toda fonte de prosperidade e progresso e nivela a sociedade a uma massa cinza inerte de mediocridade”.1 

Resta claro, portanto, que uma alteração na lei sob um prisma reformacional e não revolucionário, proporia a reforma da lei mantendo-se o que a mesma possuía de bom e inserindo os elementos porventura faltantes.

A duas, porque quando a Bíblia fala do estrangeiro e da legislação sobre ele, não traz consigo somente o cuidado de Deus para com este grupo, mas também advertências muito sérias sobre a tentativa de proselitismo. Havia punição com pena capital para aqueles que tentavam fazer proselitismo de outras religiões em território israelita (Dt 13 e 17). 

Uma visão cristã da Legislação certamente não proporá a aplicação destas leis bíblicas Ipsis Litteris. Todavia, tal como tem sido feito ao longo dos séculos, desde S. Patrício até os Puritanos, a Lei de Deus têm servido de base para os ordenamentos jurídicos de quase todas as nações do Ocidente.

Pelo fato da maioria dos juristas lidar com “o que deveria ser” do que com “o que é”, por vezes escapa de nossa mente a vida real, com suas variadas nuances. É o caso da elaboração de tal lei, ignorando o que imigrantes muçulmanos têm praticado em outros países, inclusive com a indigitada aplicação da Charia

Assim, a análise de um cristão jurista jamais pode ser no sentido de apoiar a aprovação de uma lei que possibilite uma imigração em massa sem que haja qualquer mecanismo de prevenção e controle de possíveis terroristas, ou seja, ignorando o caráter de defesa da Soberania Nacional que a lei deve ter.

Por fim, convém citar as palavras de Steve C. Halbrook, autor do livro God is Just – a Defense of The Old Testament Civil Laws (Deus é justo – uma defesa das leis civis do Antigo Testamento), em um recomendadíssimo artigo em seu blog Theonomy Resources sobre a crise imigratória estadunidense:

“Enquanto a crise das fronteiras americanas aumenta, várias vozes com várias filosofias políticas disputam                           entre si. Devemos ou não devemos proteger nossas fronteiras? E quanto aos imigrantes? Eles devem ou não                       ser admitidos em nosso país? Se sim, como determinar como e de que maneira eles devem entrar em nosso                         país?

  A resposta para todas estas perguntas não está no nacionalismo ou no globalismo; na anarquia ou no                                   estatismo; no racismo ou no racismo reverso; no liberalismo ou no conservadorismo. Absolutamente não.                           Como todas as questões morais, a resposta se encontra nas Escrituras. Sola Scriptura.”2

Que o Senhor nos ajude na difícil e contínua tarefa de não nos conformarmos com este mundo, mas sermos transformados pela renovação do nosso entendimento através da Santa Palavra de Deus. Inclusive na análise das leis de nosso país.

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1Groen van Pristerer, Guillaume. Christian Political Action in an Age of Revolution (English Edition). Versão Kindle, posição 169.
2https://theonomyresources.blogspot.com.br/2014/07/border-meltdown-biblical-principles-to.html Acessado em 01/08/2017.

Fonte: Revista Teologia Brasileira


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Lágrimas de Cunhaú [A Propósito da Canonização dos "Primeiros Santos Mártires do Brasil"]

   Recentemente, os jornais noticiaram a beatificação dos mártires de Cunhaú, no Rio Grande do Norte (1645), pelo papa João Paulo II. O massacre ocorreu durante as primeiras semanas do levante português contra a ocupação flamenga (1630-1654). Uma das notícias afirmou que essas horrendas atrocidades foram cometidas por ordem do governo holandês no Recife e orientadas por um pastor “calvinista”. Sem diminuir a monstruosidade do trágico acontecimento, convém lembrar pelo menos três fatos do contexto histórico daqueles dias de guerra que marcaram o começo do fim da ocupação holandesa do Nordeste.
   Em primeiro lugar, cumpre observar que não foi o governo holandês que ordenou a chacina. O que ocorreu foi uma vingança por parte dos índios, ajudados por uma tribo indígena da Bahia, em reação às notícias que corriam sobre as crueldades dos portugueses. Desde o início da revolta (13/6/1645), cada vez ficava mais claro que, onde quer que os portugueses restabeleciam seu poder, uma morte terrível esperava seus adversários, especialmente os índios. Conseqüentemente, os “brasilianos” (como eram chamados os índios tupis) refugiaram-se nas proximidades das fortificações holandesas, consideradas inexpugnáveis. Outros decidiram evitar o desastre aparentemente inevitável e pegaram em armas. Foi isso que aconteceu em Cunhaú.
  No Rio Grande, a população indígena consistia em grande parte de índios antropófagos (tapuias), sob a liderança do seu cacique Nhanduí. Para os holandeses, os tapuias significavam um bando de aliados um tanto inconstantes, pois eram um povo muito independente, que não aceitava ordens de ninguém, mas decidia por si o que era melhor para sua tribo. Um tal de Jacob Rabe, casado com uma índia, servia de ligação entre eles e o governo holandês.
Entre os indígenas do extremo Nordeste existia em geral um grande ódio contra os portugueses, sem dúvida pela lembrança dos acontecimentos anteriores à chegada dos holandeses, que eram considerados como os libertadores da opressão lusa. E, por várias vezes, esses índios quiseram aproveitar-se da situação de derrota dos lusos para vingar-se deles. Assim, em 1637, depois de Maurício de Nassau conquistar o Ceará, os índios procuraram matar todos os portugueses da região, que foram protegidos pelos holandeses, por meio das armas. A mesma coisa aconteceu no Rio Grande do Norte, em 1645. Os tapuias sentiram que, com o início da revolta contra os holandeses, havia chegado a hora da verdade: eram eles ou os portugueses. No dia 16 de julho, começaram por Cunhaú, massacrando as pessoas que estavam na capela e posteriormente, numa luta armada, os restantes.
    Em segundo lugar, é preciso reconhecer que, de fato, o nome de um pastor protestante está ligado a esse episódio. Porém, de modo exatamente contrário daquele que se supõe: não foi ele quem orientou a chacina, antes, foi enviado pelo governo para refrear a selvageria dos silvícolas. Quando, no dia 25 de julho, o governo holandês no Recife soube dos terríveis acontecimentos do Rio Grande do Norte, enviou o Rev. Jodocus à Stetten, pastor “calvinista” alemão, capelão do exército, com o capitão Willem Lamberts e sua tropa armada “para refrear os tapuias e trazê-los [para o Recife], a fim de poupar o país e os moradores [portugueses]”. Os índios, porém, ficaram enfurecidos com os holandeses, não entendendo como estes podiam defender seus inimigos mortais, e até romperam a frágil aliança com os batavos. Antes de regressar para o sertão do Rio Grande, fizeram ainda outra incursão vingadora contra os portugueses, desta vez na Paraíba.
    Em terceiro lugar, é importante lembrar o fim do algoz-mor de Cunhaú, Jacob Rabe. Alguns meses depois do massacre, esse funcionário da Companhia das Índias Ocidentais, que havia recebido o pastor Jodocus de pistola em punho, foi morto por ordem do próprio governador da capitania do Rio Grande do Norte, Joris Garstman. O capitão Joris era casado com uma senhora portuguesa que havia perdido muitos parentes em Cunhaú.
  Esses três fatos complementares não diminuem em nada o sofrimento dessas vidas inocentes esmagadas entre as pedras de moinho de uma luta armada. Porém, talvez possam eliminar em parte o veneno da história, por nos permitirem entender melhor o contexto daqueles dias cheios de angústia para ambos os lados. Escrever história objetivamente é muito difícil, mais ainda quando se trata de um caso controvertido como este, com muitos pormenores desconhecidos. Mas afirmar, como foi feito por certos porta-vozes, que as barbaridades de Cunhaú foram perpetradas a mando do próprio governo holandês, e ainda por cima orientadas por um pastor evangélico, simplesmente não corresponde à verdade. Convém distinguir os fatos e a interpretação dos fatos. O que não atenua, antes aumenta a nossa ansiosa expectativa do dia em que o Senhor enxugará todas as lágrimas (Ap 7.17), inclusive as de Cunhaú.

Autor: Francisco Schalkwijk, ex-missionário no Brasil, é ministro da Igreja Reformada Holandesa, com mestrado no Calvin Theological Seminary, nos EUA, e doutorado em história na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. É autor do livro Igreja e Estado no Brasil Holandês (Cultura Cristã: 2004).
Fonte: Revista Ultimato – Edição 264 (Maio-Junho 2000) | Imagem: Quadro pintado por Padre Eladio retrata o massacre em Cunhaú, RN.

MEC Vai Elaborar Novo Parecer Sobre Modelo de Educação Domiciliar


O deputado federal José Carlos Aleluia (Democratas-BA) conseguiu a garantia do ministro Mendonça Filho para que a equipe técnica do Ministério da Educação (MEC) realize um novo parecer sobre o modelo de educação domiciliar (“Homeschooling”).
Em reunião com o ministro nesta terça-feira (17/10), Aleluia esteve acompanhado de pais e educadores que defendem o modelo e que foram prejudicados por ações judicias em todo o Brasil após o ex-ministro petista Aloizio Mercadante apresentar parecer contrário à prática.
Esta é a segunda vitória do “homeschooling” em menos de um ano. Em dezembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinou a suspensão nacional de todos os processos em curso no Poder Judiciário diante da relevância dos argumentos apresentados pelas partes no Recurso Extraordinário 888.815, que discute o tema.
“A flexibilização do modelo de ensino básico é uma realidade em todos os países onde há uma sólida democracia liberal que respeita a liberdade e autonomia de seus cidadãos. Em conversa com o ministro Mendonça Filho avançamos na consolidação de um modelo de Educação Domiciliar respeitando as diretrizes do MEC. Aos poucos estamos retirando as amarras ideológicas que impediram por décadas a nossa educação de se modernizar”, explicou Aleluia.
O novo parecer deve ajudar na decisão do STF e servir como subsídio na Comissão de Educação da Câmara que discute projetos relativos ao tema e que estão sob a relatoria da deputada federal Professora Dorinha (Democratas-TO).
O QUE É HOMESCHOOLING

O Ensino Domiciliar (Homeschooling) é aquele lecionado no domicílio do aluno por um familiar ou tutor em alternativa ao ensino tradicional em uma instituição.

Legalizado em vários países como Estados Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Austrália, França, Noruega, Portugal, Rússia, Itália e Nova Zelândia, ele atende às diretrizes básicas de ensino governamental e costuma ser avaliado por exame de conteúdo idêntico ao modelo geral.
Muitos pais optam pela prática por se tratar de uma educação baseada no autodidatismo e na atualização constante de conteúdo. Nos Estados Unidos, dois milhões de jovens são educados em casa, o que representa 4% do total dos estudantes.
Fonte: Site do Deputado José Carlos Aleluia

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

3000 Pedófilos Presos Desde Que Trump Tomou Posse

Desde que o Presidente Trump tomou posse a 20 de janeiro de 2017, as autoridades dos EUA desmantelaram um número recorde de redes de pedofilia ligadas a círculos de tráfico de crianças por todo o país.
Mas apesar desta enorme conquista, a comunicação social manteve o silêncio em relação a este assunto
O Procurador Geral Jeff Sessions afirmou recentemente que não iria desistir das investigações existentes referentes a pedofilia, apesar das tentativas por parte de Democratas e da Comunicação Social para pôr em causa o seu trabalho e forçando-o a demitir-se.
A questão que se coloca é – porque é que a grande mídia não está cobrindo estas detenções?
Um usuário do Free Republic relata: Como um defensor acérrimo de vítimas de crimes ligados ao sexo, tenho seguido de perto as detenções feitas a pedófilos desde que Trump tomou posse. Houve um incrível aumento de mais de 1500 detenções feitas em apenas um mês; comparem isso às menos de 400 detenções relacionadas com tráfico sexual em 2014, de acordo com o FBI
Desde há um tempo que se tornou claro para mim que Trump tornaria o tráfico humano numa prioridade. A 8 de outubro de 2012 ele tweetou:
“Algo tem que ser feito em relação a estas crianças apanhadas pelos perversos. São demasiadas ocorrências – julgamento rápido, pena de morte.”
O meu palpite confirmou-se a 23 de fevereiro, quando Trump realizou uma conferência de imprensa através da Casa Branca a falar de como o tráfico humano é um “problema crónico” tanto a nível interno como externo. Ele continuou a seguir esta linha de pensamento, dizendo: “Homens e mulheres do governo federal têm-se dedicado a este assunto desde há algum tempo, como devem saber – tem havido um foco muito maior nas últimas 4 semanas.”
A conferência de imprensa quase não foi divulgada nos principais media e as detenções em massa têm sido completamente ignoradas por eles. Segue uma lista de grandes círculos de tráfico sexual que foram desmantelados desde que Trump tomou posse:
– A 27 de Janeiro as autoridades prenderam 42 pessoas numa operação contra tráfico humano no estado de Tennessee.
– A 29 de Janeiro as autoridades anunciaram que 474 pessoas foram detidas, numa operação contra tráfico humano no estado de Califórnia e 28 crianças sexualmente exploradas foram resgatadas.
– De 18 de Janeiro a 5 de fevereiro, 108 pessoas foram presas no estado de Illinois como parte de uma operação de infiltração a nível nacional que visava deter suspeitos de tráfico sexual.
– 178 pessoas foram detidas no estado de Texas por tráfico sexual numa operação secreta que durou desde janeiro até ao Domingo de Super Bowl 2017
– Durante o Detroit Auto Show, 16 pessoas foram detidas em janeiro no estado de Michigan por tráfico sexual
– Em fevereiro, as autoridades prenderam 11 pessoas no estado de Virginia numa operação de flagrante preparado que visava deter suspeitos de prostituição infantil
– A 14 de fevereiro o xerife do município de Polk anunciou que 42 pessoas foram presas em Florida como consequência de uma investigação relacionada com pornografia infantil.
Ao mesmo tempo que os principais meios de comunicação ignoravam estas detenções históricas, eles perdiam o seu tempo a rotular o ícone conservador Milo Yiannopoulo como um monstro. Afirmam que ele apoia pedofilia, baseando-se em comentários que foram feitos num vídeo há vários anos atrás. Na realidade, Milo foi uma vitima de abuso sexual enquanto criança, e embora tenha de facto feito uma anedota sobre isso numa entrevista, ele não promove pedofilia. Na verdade é o contrário, e ele endereçou este assunto numa conferência de imprensa. Não só referiu que é habitual para as vítimas de abuso sexual lidarem com a situação através do humor, como ainda se provou que Milo expôs e derrubou pedófilos ao longo dos anos nos seus artigos. No entanto, os media e a esquerda ignoraram esta informação e aterrorizaram Milo. A ironia de tudo isto é que tanto a esquerda como os media têm sido os maiores defensores de pedofilia. O Salon publicou artigos que visavam normalizar o ato; no entanto, apenas para se insurgirem contra Milo, apagaram-nos. Um rosto da falsa rede de notícias CNN, Jake Tapper, fez vários tweets a condenar Milo. Por exemplo, ele tweetou:
“O meu amigo, sobrevivente de tráfico sexual: Milo defendeu o abuso de rapazes de 13 anos…por favor não deixem isso ser normalizado”
Se Tapper está assim tão preocupado com tráfico sexual então porque é que ainda não se preocupou em reportar as massivas detenções relacionadas com o tema que aconteceram desde que Trump tomou posse? Parece que ele, e muita da comunicação social esquerdista, só estão preocupados com tráfico sexual se isso puder ser um trunfo para derrubar um conservador.
Depois dos media perseguirem Milo, foi retirado o convite para que ele discursasse na Conferência de Ação Política Conservadora e o acordo para o lançamento do seu livro foi cancelado. Vamos contrastar esta situação com a situação de uma das heroínas da esquerda, Lena Dunham, que foi uma convicta apoiante de Hillary Clinton durante a sua campanha. Ela recebeu um financiamento de 3,5 milhões de dólares para o seu livro. Nesse mesmo livro, ela literalmente gaba-se de como molestou a sua irmã mais nova e fez falsas acusações de que um conservador a violou enquanto ela andava na universidade. Será que o Jake Falsário ou alguém nos media expressou indignação por isto? Claro que não!
Milo disse que quando nos apercebemos que os media “não querem saber das vítimas reais e apenas querem destruir os seus inimigos ideológicos, este comportamento torna-se compreensível. Os jornalistas não se preocupam com crianças. Eles preocupam-se em prejudicar os seus inimigos políticos.” Milo tem toda a razão. Esta é a razão pela qual não ouvimos nada dos media sobre as detenções em massa relativamente ao tráfico sexual e assim continuará a ser, a não ser que um conservador possa ser afetado.
As boas notícias são que temos um presidente que genuinamente se importa com as crianças e se comprometeu a encontrar uma solução prioritária para a epidemia de tráfico humano. As recentes detenções de pedófilos são apenas a ponta do iceberg e quer Tapper e seus congéneres nos media gostem ou não, esta história irá eventualmente tornar-se tão colossal que eles serão obrigados a reportar a horrível epidemia que infestou o nosso país por tanto tempo.
[*] Daniel Newton. “3000 Pedophiles Arrested Since Trump Took Office, Media Remains Silent”. Neon Nettle, 3 de Abril de 2017.
Tradução: Victor Machado